sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vítimas civis da guerra




Prevenir o Futuro

Olhando para o novo milénio, prevenir a guerra tornou-se uma grande prioridade. Para esse efeito é essencial existirem modelos viáveis de reconstrução pós-guerra que quebrem os ciclos de violência.
Existem modelos que desenvolvem a capacidade local através da formação de formadores locais e que integram o trabalho psicossocial no maior projecto de reconstrução pós-conflito. Embora os seus elementos tenham de ser adaptados às realidades específicas das culturas e situações, existem várias características generalizáveis:
1) Holísticos, evitando o individualismo e a fragmentação existente em muitos projectos humanitários.
2) Baseados na comunidade e enfatizando a participação e a liderança do grupo local.
3) Baseados na cultura e utilizando os recursos da comunidade psicossocial que encaixam nas crenças e práticas locais. Evitam a aplicação dos modelos ocidentais e convidam a um diálogo intercultural, juntando aprendizagens que podem enriquecer a psicologia da paz.
4) Implicam documentação sistemática e processos de avaliação.

No futuro, a assistência psicossocial vai precisar de ser aplicada à escala mundial para responder efectivamente à crise das sociedades, como as da Bósnia, do Ruanda e outras que vivam conflitos intra-estados. A falta de assistência psicossocial em programas de reconstrução pós-guerra é susceptível de gerar feridas e clivagens sociais de onde podem resultar grandes conflitos.

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